Campo Grande-MS, 19 de novembro de 2017 Campo Grande-MS, 19 de novembro de 2017

SOBRE A RESERVA DA BIOSFERA DO PANTANAL

 Reserva da Biosfera do Pantanal abrange os estados do Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul e pequena parcela de Goiás. Cobre a região de abrangência do Pantanal Mato-Grossense e de áreas de influência das cabeceiras dos rios que estruturam o sistema hídrico da planície pantaneira. A Reserva da Biosfera trabalha para prover de sustentabilidade as atividades da pecuária que se pratica na região desde o Século XVIII, consideradas um fator importante para a conservação da biodiversidade do Pantanal.

A pesca artesanal e o ecoturismo (de paisagem, da pesca esportiva, de aventura, rural e tecnológico) são iniciativas econômicas que a Reserva quer privilegiar como uma das alavancas do desenvolvimento sustentável da região pantaneira. O Pantanal foi declarado Reserva da Biosfera em outubro de 2000, e seu Conselho já está funcionando, com Estatutos e Regimento Interno já aprovados. No momento, trabalha na formulação do Plano de Ação da Reserva. O Conselho elegeu, como seu primeiro Projeto Piloto, o da consolidação dos muitos estudos e propostas para a conservação da biodiversidade e o uso sustentável dos recursos naturais do Pantanal.

Essa iniciativa tem por finalidade assegurar que as ações por eles sugeridas tenham a complementaridade necessária. Uma vez conseguida, desse trabalho surgirá o marco conceitual para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para as regiões da Reserva. Por sua característica de ser um colegiado formado de forma paritária – governo e sociedade – o Conselho da Reserva da Biosfera está sendo cogitado para ser instância de apoio à consecução do desenho das atividades da segunda fase do Programa Pantanal.

O Programa é uma iniciativa dos governos Federal e dos Estados do Mato Grosso e doMato Grosso do Sul, de propiciar infra-estrutura, em obras de saneamento básico e de transporte, apoio a comunidades tradicionais da região e capacitação profissional, para o desenvolvimento sustentável do Pantanal. Conta com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID e do Banco Japonês de Cooperação Internacional – JBIC (sua sigla em inglês), de 400 milhões de dólares, a ser internalizados em duas etapas.

A primeira, com168 milhões, tem cronograma de atividades já desenhado. Prepara-se o início de sua execução, para cumprir um plano de aplicação de dois anos, a contar de 2002. O Conselho da Reserva deverá acompanhar o seu desenvolvimento, para estar preparado a apoiar os estudos para o formato da segunda fase de sua implantação, a ocorrer a partir de 2006, com recursos da ordem dos 232 milhões restantes.